Sabrina Schulz (personagem fictícia) respira códigos e programação. Por anos Sabrina teve a segurança do salário no fim do mês. Sabia exatamente quanto entrava na conta. Planejava. Sonhava. Vivia. Até que a vida virou do avesso: agora, ela é dona do próprio negócio.

E as contas? Até são as mesmas, mas, o salário passou a ser o que sobra, ameaçando as despesas pessoais que basicamente são fixas. Que preço cobrar e quanto vender para manter o padrão de vida ( ainda garantir a aposentadoria)? O segredo está na gestão dos fatores:

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CUSTO X VOLUME X LUCRO = RISCO CALCULADO

Pessoas e negócios bem-sucedidos não fogem do risco. Eles calculam, precificam e entendem a margem de lucro do negócio, bem como o volume mínimo de vendas necessário para atingir a meta que precisa ser alcançada. Qualquer empreendedor pode calcular o seu risco e transferir ele para o preço praticado.

Mas, não é o mercado que dita o preço? - perguntamos. Sim, mas é fundamental para o seu negócio que você saiba se o valor cobrado pelo seu serviço ou produto é capaz de pagar todas as suas despesas e ainda dar o lucro almejado. Para calcular o preço, você precisa da orientação certa. É exatamente isso oferecemos.

A compreensão dos fatores Custo x Volume x Lucro e do método de precificação dão clareza para você:

  • Saber exatamente quanto seu negócio precisa faturar para pagar suas contas e seu "salário" (pró-labore e lucros);
  • Escolher clientes e canais de venda com base em matemática, não em achismo;
  • Dormir tranquilo, sabendo que o preço cobrado paga integralmente as despesas, impostos e ainda sobra lucro.

Este artigo vai responder a pergunta que tira o sono de todo empreendedor iniciante: Quanto devo cobrar e quanto vender para manter o padrão de vida e ainda garantir a aposentadoria? No corpo do texto você encontra links para baixar três planilhas de precificação diferentes, uma para cada tipo de negócio ou estágio do negócio. Entretanto, é importante conhecer qual delas é mais adequada ao seu caso e estratégias. Pronto para transformar seu salário em um pró-labore fixo com adição de lucros?

Calculando o preço da hora de trabalho - preço único

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Photo by Lukas Blazek / Unsplash

Começamos pelo básico: definindo o preço da hora de trabalho. Robert Kiyosaki, autor do best seller Pai Rico, Pai Pobre, possui uma frase célebre:

"pague a si mesmo em primeiro lugar"

É inspirado em Kiyosaki que vamos ensinar você a calcular o preço hora dos serviços a partir do case de serviços de marketing digital de João, nosso personagem hipotético.

João, nosso personagem, tem as seguintes características:

Trabalha com gestão de redes sociais, precisa pagar a si mesmo R$ 13 mil/mês + R$ 2 mil/mês para um empregado auxiliar.
  1. Salários R$ 15 mil: Aprenda com Kiyosaki, se você trabalhar na sua empresa, você é empregado dela e não importa se você vai chamar de pró-labore ou salário. Além do salário do empregado, João precisa colocar na conta do salário fixo, a própria remuneração;
  2. Gastos fixos que precisa pagar todo mês R$ 3.800: Contador, Coworking Presencial, Google Ads, Celular, Marketing Digital, Site;
  3. Despesas variáveis 6%: Imposto;
  4. Lucro de 10%: Sobra (além do pró-labore) para criar reserva ou investir.

Agora, aplique estas informações na fórmula, veja:

No infográfico com a fórmula de preços, note que no Passo 2 encontramos o preço de venda que deve ser cobrado por todo o tempo trabalhado: R$ 22.380,95.

João sabe que, de forma realista e segura, consegue vender 150 horas de trabalho. Mas, quanto cobrar por hora para ter o mesmo patamar de rendimentos que tinha como CLT? No Passo 3, encontramos o preço mínimo que João deve cobrar por hora. Se cobrar R$ 149,20 e conseguir atingir a meta de 150 horas vendidas, João terá a receita de vendas de serviços necessária para cobrir seus custos, pagar a si mesmo e ainda ter um lucro extra de R$ 2.238,10.

A mágica que pode fazer o lucro ser multiplicado por duas, três, quatro vezes, acontece aqui nas variáveis: Custo x Volume x Preço. Trabalhe em estratégias para reduzir o seu custo, aumentar as horas vendidas ou o valor cobrado do cliente.

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Despesa > Receita = Prejuízo (ressecamento de reservas, dívidas, falência).
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Receita > Despesa = Lucro (cresça, invista, durma bem).

Não significa que João deve cobrar R$ 150 por hora. E se ele conseguir cobrar R$ R$ 200, R$ 300? De repente o valor médio de mercado é R$ 250,00. É fácil obter esta informação. Baixe a planilha e faça a sua simulação de preço. Troque os dados do João pelos seus dados reais. Pronto, agora você já consegue calcular o preço hora e de quebra também já sabe:

  1. Como calcular seu ponto de equilíbrio (quando as contas se pagam);
  2. Como projetar uma reserva de segurança (para crises ou investimentos);
  3. Como escalar lucros e margens (para ir "ao infinito e além", como diria Buzz Lightyear).

Esse método pode ser usado por médicos, consultores de qualquer área, cabelereiros, massagistas, advogados, psicólogos, fisioterapeutas, personal trainers, e qualquer outro profissional que cobra um valor hora por seus serviços, seja porque oferece um único serviço ou um mesmo valor hora para todos os serviços ou pelo projeto. Vale destacar que é aplicável até mesmo a uma academia com muitos empregados.


Quer saber mais?

Nos links a seguir, ensinamos você a definir o preço para múltiplos serviços, para mercadorias e industrias. Indústria até parece algo complexo, mas no fundo, uma hamburgueria ou padaria é uma indústria e calcular o preço de um bolo tem a mesma lógica do calculo do preço de um carro.

Como definir o preços para multiplos serviços
Aprenda a calcular margens, prever lucros e precificar com segurança cada serviço do seu portfólio — mesmo com tempos, custos e percepções de valor diferentes.

Este artigo é uma continuação de "De CLT a CEO da Própria Empresa"